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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Colunista Paiva Netto - Parece que foi ontem...61 anos de trabalho na LBV

Estou comemorando 61 anos de trabalho na LBV. Amanhecia 29 de junho de 1956 – Dia de São Pedro e São Paulo. Nasci no Rio de Janeiro. Com 15 anos, num gesto intuitivo, liguei o rádio. Estava no ar a Tamoio. Vivíamos os festejos juninos.
Surpreso, ouvi os acordes de Noite Feliz! em tempo ainda distante do Natal. E logo vibrou a palavra de Alziro Zarur (1914-1979). Esse fato mudou a minha vida, tal qual a de tantos outros que aguardavam algo que lhes falasse o que precisavam ouvir a respeito de Quem, no dizer de João Batista, nem somos merecedores “de limpar-Lhe o pó das sandálias”: Jesus! Zarur entoava o “Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos homens de Boa Vontade!” (Evangelho, segundo Lucas, 2:14). Naquela hora, como que um raio desceu sobre mim, mas não me fulminou. Pelo contrário: percebi que não sou apenas um produto da carne, posto que certa mentalidade por aí faz alguns pensarem que este mundo seja um açougue. Tenho Espírito. Não em resultado de combinações químicas cerebrais, porquanto a inteligência situa-se além do corpo, como que havendo uma mente psíquica fora do cérebro somático. (...) A partir daquele momento, o que foi despertado em mim não poderia surgir de um pedaço de matéria que um dia se transformará na rebelião famélica dos vermes. Ah! Somos alguma coisa bem superior, que sintoniza as estrelas! É essencial ter, portanto, em nós um diapasão que ressoe na grandeza de sua melodia. (...) No mesmo instante, virei-me para minha saudosa mãe, Idalina de Paiva (1913-1994), e, decidido, sentenciei: “É com esse que eu vou!”.
Aprendi nestes anos de vida legionária que ninguém faz nada sozinho. No meu 61 aniversário de trabalho nesta Obra – que luta ininterruptamente por um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz – compartilho também essa marca com todos os que, com suas preces e apoio às nossas iniciativas, formam a grande família da Boa Vontade de Deus.



José de Paiva Netto
Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Colunista Paiva Netto - "Dia dos namorados'

Dedico aos que se amam — e os enamorados pela vida também estão incluídos — trecho de uma prece ecumênica que proferi, de improviso, na Super Rede Boa Vontade de Rádio:

Ó Jesus, cuja misericórdia nos sustenta, hoje o nosso pedido é em favor daqueles que se amam, se unem, se casam, que pela força do Amor enfrentam as dificuldades do caminho, criam seus filhos — se os têm — e avançam na direção de Deus, o Amor Supremo que liga realmente os corações dos que se amam.
Amor é medicina para a Alma. É o segredo do sucesso permanente. Amor, ensinamento de Jesus, é, nesta definição do Apóstolo Pedro (I-4:8), o poder que “cobre uma multidão de pecados”, isto é, quem age em função dele transforma seus erros e os dos demais em semente para tempos melhores; constrói a segurança que o mundo, por desfazer do Amor, não consegue realizar ainda. O segredo está em saber amar na medida deixada por Ti, Cristo Ecumênico, Divino Estadista, para todos os povos, porque o Amor derruba as fronteiras. É a maior força da Vida. É o que sustenta todas as obras de Boa Vontade. Que nos impede de claudicar. Que nos alimenta e nos dá força, afastando de nós as carências.
É ele, o Amor, que vibra nas nossas Almas, que mantém juntos os que realmente se respeitam. Por isso, se amam, e amam-se porque se respeitam. Para todos esses, sem exceção, o nosso pedido a Deus, ao Cristo e ao Espírito Santo para que se realizem no Amor eternamente.


José de Paiva Netto

Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vencendo as diferenças

O dia 25 de junho marca a adoção pela ONU (Organização das Nações Unidas) da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Consta lá, entre seus 100 tópicos, que “a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos considera a educação, o treinamento e a informação pública na área dos direitos humanos elementos essenciais para promover e estabelecer relações estáveis e harmoniosas entre as comunidades e para fomentar o entendimento mútuo, a tolerância e a paz”.
Sabemos que muito falta fazer para vermos todos os objetivos desse memorável documento integralmente cumpridos. Daí meu empenho de sempre apresentar também nossa modesta colaboração.
Aliás, no tocante ao entendimento geral de povos e nações, como escrevi em meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e anteriormente no Jornal da LBV (janeiro de 1984): (...) quando falamos na união de todos pelo bem de todos, alguns podem atemorizar-se, pensando em capitulação de seus pontos de vista na enfadonha planura de uma aliança despersonalizada, o automatismo humano deplorável. Não é nada disso. Na Democracia, todos têm o dever (muito mais que o direito) de — honestamente (quesito básico) e com espírito de tolerância — enunciar seus ideais, sua maneira de ver as coisas. Entretanto, ninguém tem o direito de odiar a pretexto de pensar diferente, nem de viver intimidado pela mesma razão. Dizia Gandhi (1869-1948) que “divergência de opinião não é motivo para hostilidade”. E foi por nisso acreditar que, com certeza, o Mahatma se tornou o personagem principal da independência do seu povo.
É ainda do sábio indiano esta notável afirmativa, quanto à necessidade de se fomentar a Cultura de Paz nos corações para vencer as animosidades entre os diferentes: “Que seus pensamentos sejam positivos porque eles se transformarão em palavras. Que suas palavras sejam positivas porque elas se transformarão em ações. Que suas ações sejam positivas porque elas se transformarão em valores. Que seus valores sejam positivos porque eles determinarão seu destino”.


Mesmo que diferentes

Destino traz à mente o fulgor das crianças nas quais pensamos, ao nos empenharmos em levar-lhes uma cultura de Paz por meio da educação básica aliada ao afeto. E lhes apresento o resultado desse esforço, quando benfeito, nas palavras, na ocasião, de um Soldadinho de Deus (carinhosa maneira de nos referirmos às crianças, na LBV), que vinha crescendo sob as asas da Pedagogia do Afeto, bandeira de vanguarda de nossa lide legionária. Letícia Tonin tinha 7 anos quando disse: “O Amor é maior do que tudo, mesmo que as pessoas sejam diferentes”.


José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Colunista Paiva Netto - Despertar do cidadão consciente

No artigo “Apocalipse e Genoma do Universo”, procurei, de forma sucinta, analisar com Vocês as diversas teorias a respeito do surgimento da Terra e do Universo, pelo prisma do Apocalipse de Jesus que, libertado do estigma catastrófico recebido pelos séculos, traz boa sorte aos seres humanos.
O despertar do cidadão incorruptível também está associado às profecias. Observemos a ilustrativa palavra do Apóstolo Paulo, na sua Epístola aos Romanos, 13:11 e 12: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.
Urge demonstrar que Profecia não é forçosamente sinônimo de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes realizamos de bom ou de mau. Faz-se necessário que aprendamos isso a fim de torná-la elemento para o progresso consciente, de modo que nos transformemos, em completo juízo, em agentes do nosso futuro, na Terra e no Céu. Não é vão o comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.

Temer o Apocalipse?


A Lei de Causa e Efeito é onisciente, para dar a cada um de acordo com as próprias ações. Nem sempre vemo-la agir de imediato, visto que sua atuação é natural, orgânica. Por isso, raras vezes conseguimos perceber sua mecânica. No momento certo, segundo o Relógio de Deus, todos colhemos o que semeamos. Este aforismo do ensaísta francês, Luc de Clapiers (1715-1747), o Marquês de Vauvenargues, é bem apropriado para esta oportunidade: “A perfeição de um relógio não reside no fato de andar depressa, mas no fato de regular perfeitamente”. Portanto, não é contra o Apocalipse que nos devemos precatar; ao contrário, porque ele é, para os que o leem sem ideias preconcebidas, um belo recado divino com dois milênios. Maléficos são, estes sim, os atos humanos, quando desvairados, particulares ou coletivos.


José de Paiva Netto
Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com