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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Colunista Paiva Netto - "Teresa e dez moedas"

O povo diz que pensamento é força. Está com a razão. De certa forma, repete o que ensinou Jesus no Evangelho, segundo Marcos, 9:23 e 11:24: “Tudo é possível àquele que crê. O que pedirdes na prece, crede que havereis de receber e vos será concedido”.

É evidente que o Divino Professor não se referia a pedidos absurdos que alguns fazem e depois reclamam por não terem sido atendidos... Que quereriam?... Seja a nossa Fé Realizante sempre utilizada em favor do Bem, como no exemplo construtivo de Santa Teresa com as suas famosas dez moedas.

Malba Tahan, pseudônimo do famoso escritor e matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza (1895-1974), conta, no seu livro Lendas do Céu e da Terra, o que, de memória, peço-lhes licença para transcrever aqui, porquanto é muito ilustrativo:


“Preparava-se Santa Teresa para partir em viagem. Uma das religiosas que com ela viviam perguntou-lhe o que ia fazer.

“— Fundar uma nova obra a serviço do Bem — respondeu a Santa.

“— E tens recursos para isso, levas algum dinheiro?

“— Dez moedas.

“— Ora, dez moedas! — exclamou atônita a religiosa. Isso é muito pouco! Que poderás fazer, Teresa, com dez moedas?

“— Sim — replicou a Santa —, tens razão, realmente. Teresa e dez moedas é muito pouco. Porém, Deus, Teresa e dez moedas é tudo”.


Resumidamente, esta é a história contada pelo saudoso professor Júlio César de Mello e Souza.

O mundo precisa de bons exemplos de trabalho, de realizações que a toda sua população, afinal, beneficiem, mas urgentemente necessita orar. Isso não faz mal nem deixa ninguém alienado, como alguns apressadamente ainda dizem por aí. É pura ignorância de questões vitais, que necessitam ser aclaradas. Enquanto o ser humano meridianamente não souber o que veio fazer neste planeta, continuará dando topadas pelos caminhos da vida, nesta e em outras dimensões.

Advertia Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Fundador da LBV: “A invocação do nome de Deus, feita com o coração cheio de sinceridade, atrai o amparo dos Espíritos Superiores”. (…)


José de Paiva Netto

jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com

sábado, 12 de agosto de 2017

Colunista Paiva Netto - "Pais de boas obras"

Dia dos Pais! Nosso pensamento se eleva em primeiro lugar ao Pai de todos, o Celestial, que gerou nossos pais e fez igualmente de nós pais. Alguns argumentam: “E como ficam os homens que não têm filhos?”

Já expliquei que pai também é aquele que faz nascer boas obras — como que suas filhas —, o que levanta indispensáveis construções espirituais e sociais — como que seus filhos. Grandes figuras da Humanidade não foram genitores no sentido literal da palavra, contudo trouxeram à Terra filhos livros, descobertas científicas e desbravamentos filosóficos, morais, políticos, religiosos. São admiráveis descendentes que beneficiam multidões, geração após geração.

Aos pais de filhos espirituais, carnais, morais, sociais, o reconhecimento fraterno da Legião da Boa Vontade, dos seus Centros Comunitários, Educacionais, Culturais, Artísticos, Esportivos, do Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, do Centro Comunitário de Assistência Social Alziro Zarur, da LBV, em Glorinha/RS, de todas as obras que sustentamos pela força da Fé Realizante, porque a Fé, ensinou Jesus, remove montanhas.

E mais afirmou o Divino Chefe: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos, 9:23).

A quantos o Excelso Taumaturgo tem convidado: “Levantai e andai!” (Evangelho, consoante Lucas, 5:23). E caminharam. A quantas pessoas ordenou: “Vede!” E viram. O Cristo curou cegos de nascença (Evangelho, segundo João, 9:1 a 91). Porque a cada um, Ele mesmo adverte: “de acordo com as obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27, e Apocalipse, 20:13).

Seres de Boa Vontade, do Brasil, do mundo, do plano espiritual ainda invisível aos nossos parcos sentidos físicos, para a frente e para o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista! Como disse o Irmão André Luiz, Espírito: “A LBV é a nossa caravana de agora. Não nos iludamos: Jesus segue na vanguarda do nosso Movimento”.

Oração dedicada aos pais

Vamos elevar o nosso pensamento a Deus, ao Pai Celestial. Pedir a Ele a proteção para os pais terrenos. Na dor, no sofrimento, na guerra, a primeira invocação que se ouve por parte dos que padecem é o nome daqueles que os geraram. Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13.



“Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso Reino. Seja feita a Vossa Vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre. Amém!”

O sentido da liberdade verdadeira

“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores.”

Fosse essa a súplica permanente do mundo e muita coisa se transformaria. Porque, para começar, estaríamos pedindo ao Criador o pão espiritual, a fortaleza para a nossa mente, o sentido da liberdade verdadeira, a independência de julgamento, que só pode vir pela celeste inspiração. Se o corpo precisa do alimento material, o Espírito necessita do pão da liberdade.

Mas o que é a liberdade? As mãos livres para fazer mal ao semelhante? Para infamar, para caluniar, uma comunidade, uma família? Não! Isso seria o mal estabelecido. A liberdade tem de ser iluminada pelo coração que ama, respeitando-se a Justiça que provém de Deus. Isso é que é moral, justo! Todavia, para que essa concepção possa, na verdade, viger, edificando um país, temos de procurar a compreensão do que seja realmente a Lei Divina.

Urge nos conscientizarmos de que o Amor Fraterno é também Justiça, não condescendência com o erro. Alguém pode perguntar: “Mas o que está certo e o que está errado?”

O que causa prejuízo e dor não pode estar correto. O desequilíbrio da Humanidade vem muito disso.

Jesus como paradigma

Salve o Dia dos Pais, o Dia das Mães, dos Avós! Salve Jesus! Às crianças e aos jovens do Brasil e do exterior, a nossa saudação! Que a grama verde (a mocidade), descrita no estudo sem tabus do Apocalipse, não seja destruída. Do contrário, não haverá continuidade de vida na Terra. E quando falamos não ser aniquilada a juventude, não pensamos somente no sentido restrito da morte do corpo físico, porque, se a consciência estiver falida, estaremos mortos também. Existem o intelecto e a consciência. A segunda conduz-nos à sabedoria, quando iluminada, se assim o quisermos, pela Bondade Divina.

Que a Paz de Deus esteja agora e sempre no coração de todos e de todas, quer acreditem na Espiritualidade Superior, quer sejam ateus ou ateias. O importante é ser honesta, digna; ser honesto, digno. Aí está o segredo: Jesus como paradigma! Que Ele tenha piedade de nós, e que a Sua generosidade conduza os nossos destinos!

Finalizando, registro, emocionado, meus sinceros agradecimentos ao meu saudoso pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Um dos principais responsáveis pela minha formação cultural, ainda que modesta. Constantemente me presenteava com livros, preocupado que foi com a educação do filho, como também de minha irmã, Lícia Margarida (1942-2010). Receba, seu Bruno, onde estiver, ao lado de dona Idalina (1913-1994), um beijo no coração!



José de Paiva Netto

jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Colunista Paiva Netto - "Hiroshima"

Em 6 de agosto de 2017, precisamente às 8h15, completam-se 72 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, depois foi a vez de Nagasaki, também no Japão. Data que jamais será varrida das consciências sob risco de que — esquecidos desse abominável atentado à vida humana — o repitamos num grau de intensidade ainda maior, devastando não apenas uma cidade, mas o próprio planeta.

Um pouco de história

Agosto de 1945. Na Europa, Hitler (1889-1945) se encontrava derrotado e morto. Berlim, destruída e ocupada pelos russos. Em 25 de julho, dias antes do impacto de “Little Boy” — apelido do petardo de cinco toneladas que matou cerca de 100 mil pessoas em solo japonês —, o presidente norte-americano, Harry Truman (1884-1972), decide usar contra o naquele tempo inimigo asiático o que ele mesmo designou em seu diário como “a coisa mais terrível já descoberta”.

Paul Tibbets (1915-2007) foi o piloto da marinha escolhido para comandar o B-29 que decolou da ilha de Tinian. O avião, batizado com o nome de sua mãe, Enola Gay, levantou voo às 2h45min. Ao seu lado, na missão que entraria para a história e mudaria a geopolítica do século 20, estava o copiloto Robert Lewis, autor da famosa exclamação: “Meu Deus, o que fizemos!”

Décadas se foram. Todavia, o relato de muitos sobreviventes a respeito do sofrimento atroz por que passaram é, sem dúvida, uma das mais importantes bandeiras na luta pelo desarmamento e pela não proliferação de armas nucleares.


“O perigo é real”

Contudo, acontecimentos diversos continuam sugerindo que a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial não é ilusória. A Humanidade corteja a morte. Basta lembrar os maus-tratos que promove contra sua própria moradia. A paz quase que não tem passado de figura de retórica. Em grande parte da trajetória humana, o período em que ela prevaleceu é ínfimo. Se é que já houve verdadeira paz neste mundo... Somente na Alma de alguns bem-aventurados é que tem conseguido habitar. Por isso, com certeza, advertiu o papa João Paulo II (1920-2005), numa memorável alocução, na década de 1980, que “o perigo é real”.

A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada. A paz de consciência dos seres terrenos, gerada por uma nova postura ecumênica, porquanto altamente fraterna, prenuncia a paz social, a paz entre as instituições e a desejada paz mundial, sob a proteção do Pai Celeste, o maior diplomata da história deste orbe, não obstante nosso recorrente mau uso do livre-arbítrio. Para os que riem dessa realidade, uma pequena recordação do cético Voltaire (1694-1778): “Se Deus não existisse, precisaria ser inventado”.

John Kennedy e a Paz

Muitas nações não estão diretamente envolvidas nos conflitos armados que nos flagelam, porém todas sofrem a opressão do medo ou da miséria, pela violência dos armamentos novos ou pelo desvio global de verba para a indústria da morte. Tudo isso em prejuízo da justa economia que gera instrução, educação, espiritualização, segurança, alimentação e saúde dos povos. Portanto, a guerra nos ofende a todos nestes tempos de comunicação rápida e de temporais de informações, que ameaçam, com seus raios e trovoadas, dar curto-circuito nos cérebros. Daí a inclusão que faço, neste bate-papo com vocês, do pensamento de John Kennedy (1917-1963): “Só as armas não bastam para guardar a paz. Ela deve ser protegida pelos homens (...). A mera ausência de guerra não é paz”.

A Terra só descobrirá a Paz quando viver o Amor espiritual e souber reconhecer a Verdade Divina. No entanto, a Divina Verdade de um Deus que é Amor. Não a de um ser brutal e vingativo, inventado pelos desatinos humanos.

De fato, o perigo continua real. E nós, como tontos, no meio dele, nessa “briga de foice no escuro”. “Quousque tandem, Catilina?”

É essencial salientar as propostas e ações de autêntico entendimento. Conflitante rota para os povos será a do remédio amargo.

Por isso mesmo, não percamos a esperança. Perseveremos trabalhando “por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz”. Eis a direção da vitória. E não se trata de argumento simplório. A vida ensina, mas quantos de nós aprendemos a tempo?

As soluções dos graves problemas de nossa sociedade passam pela devida valorização do Capital de Deus, ou seja, o Espírito Eterno do ser humano. Do contrário, acabaremos por enfrentar um conflito mundial maior que as duas grandes guerras do século 20 que, numa análise histórica, podem ser classificadas como uma só dividida em duas partes. Que Deus nos livre da terceira!



José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.


paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Colunista Paiva Netto - "Milagres socioespirituais de Jesus"

Jesus, sendo o Supremo Governante do planeta Terra, em Sua Primeira Vinda Visível a este orbe, realizou também verdadeiros milagres socioespirituais. E ampliou o nosso olhar sobre a Religião, que, além do forte acolhimento espiritual, igualmente é, por isso mesmo, todo o tempo que for necessário,Altruísmo, Solidariedade, Generosidade: “socorrer as viúvas”, provendo-as de proteção social; “amparar os órfãos”, garantindo-lhes educação e desenvolvimento social, de forma que lhes assegure um futuro ético e consequentemente digno; “vestir os nus e alimentar os famintos”, proporcionando-lhes trabalho honesto, para a obtenção de seu sustento; “curar os enfermos”, dando-lhes acesso a hospitais de qualidade e médicos preparados, não apenas na técnica, como também no sentimento; “visitar os presos”, oferecendo-lhes a atenção precisa, de modo que tenham a chance de renovação, reequilíbrio e reintegração com autonomia na sociedade; “expulsar os demônios (os obsessores ou espíritos ignorantes)”; e, além das providências espirituais, abrir novas perspectivas adiante da matéria, para as ciências que cuidam da mente humana (Evangelho, segundo Mateus, 10:8 e 25:35 a 36; Marcos, 1:21 a 28;Lucas, 8:26 a 35; e Epístola de Tiago Apóstolo, 1:27).

A que podemos chamar isso, senão de Política Espiritual Solidária? Trata-se de uma política de verdadeira Paz. É a autêntica Política de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: para a Essência Eterna do ser humano, com as melhores consequências para os povos, quando libertos dos ódios religiosos e ideológicos.

No Cristo reside, pois, a Chave, porque Ele nos ensinou a amar, e o Amor é a mais inteligente expressão da nossa Alma, a fim de promover a cura social das nações. Contudo, a citada chave, “para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir”, inicia-se pelo Espírito, já que tudo parte de Deus, compreendido como Amor, ou Caridade. O Pai Celestial é justamente Espírito, conforme explicado por Jesus à samaritana, junto ao Poço de Jacó (Evangelho, segundoJoão, 4o:24).

Entretanto, é forçoso nunca se esquecer de que a reforma do social vem pelo espiritual. Daí estudarmos o impacto das curas espirituais de Jesus sobre o campo social ativo. A compreensão disso, ó jovens de corpo e de Espírito, é uma intensa revolução, que se descortina no horizonte do mundo.

Jamais menoscabem essa dica. A prática dessa consciência sublime e divina emoção, aliadas à verdadeira Justiça, não aos justiçamentos, constitui-se na Política mais eficaz que o ser humano pode exercer. O tempo mostrará aos pessimistas.

Jesus e Seu amparo universal

É imprescindível salientar que os milagres socioespirituais promovidos por Jesus desde a fundação do mundo, passando por Sua convivência visível no planeta, até os dias atuais e para todo o sempre não se restringem a nenhuma tradição espiritual terrena. O Amigo Celeste, sempre inspirado por Deus,paira acima de todas as diferenças religiosas. Nada O impediu de praticar a Caridade, nem mesmo as convenções culturais em Sua passagem pela Terra, demonstrando, por exemplo, que era lícito fazer o Bem no dia de sábado (Evangelho, segundo Mateus, 12:12). Basta lembrar o que declarou Pedro Apóstolo na visita que fez ao centurião Cornélio: “34 Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz distinção de pessoas; 35 pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável. 36 Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o Evangelho da Paz, por intermédio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos (Atos dos Apóstolos, 10:34 a 36).

Sendo Jesus o modelo exaltado da Fraternidade Ecumênica, isto é, universal, possui sintonia com todas as crenças do mundo. Ora, as diferentes Religiões não são opostas, mas complementares. O mesmo ocorre relativamente à Ciência, à Filosofia, à Política, à Arte, ao Esporte etc. entre si.



José de Paiva Netto

jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com